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15.8.14

Deus Existe? O Que e Quem é Ele? - Parte 1


1 - Deus Existe? É Possível ou Impossível que Deus Exista?



a) Dificuldade que os ateus têm para aceitarem a existência de Deus

A grande dificuldade que a maioria das pessoas que não crêem tem com respeito a aceitar a existência de um Deus pessoal, um Deus que tenha uma personalidade e que possa fazer escolhas (não um Deus impessoal, sem personalidade e que não age por livre-arbítrio), não se refere simplesmente ao fato de se poder saber com certeza se ele existe ou não, mas repousa na dúvida que elas têm relativamente a possibilidade mesma da sua existência. As pessoas descrentes não concedem, em primeira instância, que seja racionalmente admissível a possibilidade da existência de um Deus assim, pois consideram tal fato como sendo maravilhoso demais para ser inserido dentro da realidade que reconhecem como normal. Mas estas mesmas pessoas concedem com relativa facilidade a possibilidade da existência de um Deus impessoal, alguma espécie de força universal ou DNA cósmico, da qual se originam todos os fenômenos da existência e que permeia tudo o que existe. Neste texto estaremos tratando de provar a possibilidade da existência de um Deus pessoal, um Deus que pensa de modo particular e cria o universo de acordo com os seus desígnios pessoais. Uma vez que se admitisse não haver nada de impossível ou miraculoso na possibilidade da sua existência, uma vez que não se pudesse negar esta possibilidade, tal fato tornaria a crença nele uma simples questão de analisar as evidências que temos para admiti-la. Ninguém ousaria criticar alguém que estivesse procurando elefantes se eles não fossem conhecidos porém houvesse relatos a respeito de sua existência, uma vez que ninguém se atreveria a negar a simples possibilidade de que eles existissem.

b) A existência existe e é eterna

Para nós seres humanos o grande milagre é a própria existência, e além disto assombra-nos, dentro dela, a existência de um ser que pensa – nós mesmos. Não há nada que nos pareça mais maravilhoso do que este fato, embora raramente dediquemos ao assunto atenção plena para lhe investigarmos os motivos. E isto é assim porque sentimos ser a questão muito complexa. Tal fato permanece, no entanto, continuamente presente na consciência do ser humano como a mais metafísica e irrespondível das perguntas: como é possível algo existir? Considerando-se que para tudo deve haver uma causa, e uma vez que toda causa é anterior ao seu efeito ou conseqüência, qual seria a causa da própria existência, uma vez que anteriormente a ela nada poderia existir? Se a existência veio a ser em um universo onde absolutamente não existia anteriormente então tal acontecimento pode ser considerado como o maior dos milagres. Porém a existência não pode ter vindo a ser através de um milagre, pois o próprio milagre consiste num acontecimento que ultrapassa a ordem natural, e onde nada existe também não existe uma ordem natural para ser ultrapassada. Nem mesmo como um milagre a existência poderia ter vindo a ser onde anteriormente nada havia. Ex nihilo nihil. Do nada, nada vem. Quase não podemos suportar a conclusão que destas premissas se extrai: que a existência sempre esteve presente. Tal pensamento nos parece mais maravilhoso do que aquele que se interroga sobre a própria origem de uma existência já dada. Devemos então aceitar que há alguma coisa que existe sem causa e que sempre esteve presente, ou seja, a própria existência? Esta é uma pergunta que só pode ser respondida afirmativamente, do contrário nos defrontaríamos com a necessidade de provar a nós mesmos a nossa própria inexistência. Mas aquilo que existe sem causa devemos também conceder a imortalidade, pois o que existe sem causa e sempre existiu como poderia deixar de existir? Logo, tem sentido o título deste parágrafo: a existência existe e é eterna.

Eis, portanto, a razão de nosso assombro.

c) A consciência coexiste com a matéria e a energia

Quando nos referimos ao milagre da existência não estamos focalizando aquilo que reconhecemos como os seres vivos, menos ainda os seres dotados de consciência ou inteligência, mas referimo-nos a existência em si mesma, em oposição ao nada. Porque algo deveria existir? Somente o vazio, o nada absoluto, o não-ser, a ausência de tempo e espaço, o inconcebível a não ser como conceito tem direito a serem imaginados quando nos dispomos a considerar o que deveria ou não haver. Mas se admitimos que algo sempre existiu, ainda que no estado mais primitivo possível (ou seja, a matéria bruta e/ou a própria energia), então, a partir desta admissão, podemos desenvolver quantas teorias quisermos para derivar deste substrato o surgimento da vida e da consciência – mas só podemos fazê-lo por que já estamos aqui. Porém, a verdade é que não se pode derivar a consciência da matéria bruta energizada, por mais teorias que se inventem – aqui não existe nenhum elo perdido. Logo, além de matéria e energia devemos colocar junto, já de saída, a própria consciência. Estes três itens, portanto, sempre existiram: matéria, energia e consciência.

d) A vida biológica é posterior à consciência

Uma vez que não se pode derivar a consciência da matéria e da energia, mas a enxergamos sempre associada à vida que conhecemos, pensamos ser a vida no nível biológico a matriz da consciência, o que nos leva a buscar uma teoria sobre o surgimento deste tipo de vida associado com o surgimento da própria consciência. Ou seja, acreditamos que vida biológica e consciência são fenômenos concomitantes ou, no máximo, que a consciência não passa de um epifenômeno da vida material. A conseqüência desta maneira de ver é o surgimento de uma elaborada teoria da evolução não apenas dos organismos físicos mas da própria consciência. Deve-se ter em mente que a teoria da evolução de Darwin é bem mais ambiciosa do que se percebe, por misturar o conceito de evolução da vida biológica com o conceito de evolução da consciência, e preocupando-se em demonstrar a validade do primeiro faz com que acreditemos que o segundo seja automaticamente validado cada vez que atinge algum de seus objetivos para aquele. Portanto a teoria de Darwin não é como geralmente se pensa simplesmente uma teoria a respeito da evolução de organismos biológicos, mas resulta ser muito mais ambiciosa, pois procura explicar o surgimento e a evolução da própria consciência! O sofisma ou paralogismo embutido nesta teoria consiste em fazer-nos crer que a consciência é um efeito do surgimento de formas simples de vida que evolui concomitantemente com os organismos, e que o encontro de elos entre as formas inferiores e superiores destes organismos supre os elos que faltam entre as formas superiores e inferiores de consciência. Uma teoria da evolução verdadeira deveria mostrar a vida biológica surgindo da consciência, e não o contrário.

Porém a verdade é que aquilo que chamamos de "vida," ou seja, o que se apresenta como organismos vivos, é apenas uma funcionalidade da consciência. A própria vida em si mesma é apenas consciência pura.

e) Prova irrefutável da possibilidade da existência divina

A matéria está presente, a energia está presente, e muito mais do que isto: somos seres amplamente conscientes e racionais. Se a coisa é assim e se a própria existência já dada é o fato mais assombroso possível, então as formas que esta existência possa assumir já não parecem, em comparação, tão maravilhosas ou inadmissíveis. Num universo onde é irrefutável a existência de algo eterno que sempre foi e sempre será e onde coexistem a vida e a consciência, nada que se refira as formas desta existência se mostrará para a nossa mente como impossível. Logo, se eu existo Deus também pode existir; a prova da possibilidade da existência divina é a minha própria existência. A grande diferença entre mim e Deus não é por a sua existência ser mais maravilhosa do que a minha, mas é apenas uma diferença de grau. E sabemos que as diferenças de grau entre os seres que existem podem ser tremendas, como aquelas que há entre os seres humanos e os vírus mais simples. Formas de vida como estas, que nunca tiveram consciência da existência dos seres humanos, se acaso pudessem pensar nisto teriam direito de colocar em dúvida esta possibilidade? Pois somos superiores a elas apenas em grau de complexidade, tanto biológica quanto psicológica (sem entrar na questão da existência do espírito humano). Se há esta diferença tão grande de grau entre os seres humanos de um lado e os vírus e bactérias de outro, mas ainda assim ambos têm direito a existência, porque então duvidar da possibilidade da existência de um ser que está, metaforicamente falando, para a dos homens como a deste está para a das formas mais simples de vida?

A importância desta constatação (que a existência de Deus é irrefutavelmente possível) reside no fato que para a grande maioria das pessoas que não crêem em Deus o maior empecilho para a aquisição desta crença - puramente psicológico - é que elas não conseguem conceber esta possibilidade. Mas a verdade é que para chegarmos a tanto deveríamos duvidar primeiramente da possibilidade da nossa própria existência. Por este motivo Descartes, após provar para si mesmo irrefutavelmente a sua própria existência, como uma conseqüência necessária desta conclusão, ocupou-se em provar logicamente a existência de Deus. Já que não podemos duvidar da nossa própria existência, pois no instante mesmo em que a tanto nos atrevemos se nos apresenta o silogismo cartesiano (penso, logo existo), transferimos então aquela duvida para a existência de Deus. Logo, duvidar da existência de Deus não é, neste sentido de desconfiança do maravilhoso, mais do que duvidar de nossa própria existência, uma maneira de manter a suspeita e o assombro sem precisar enfrentar a inevitabilidade do “cogito, ergo sum”.


Fim da primeira parte

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