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10.5.13

Poema Evangélico - Visão

Penso em Agar, a que conversava com anjos.
A água escapou-lhe do odre, e ela estava sozinha
No deserto, com seu tenro filho.

Porém, ela continuou no deserto por muitos e longos anos,
Sobreviveu ao sol escaldante, à sede...
Porque seus olhos foram abertos para enxergar a água
Que escorria, murmurejante, da Pedra.

Poema Evangélico - Perseverança

A verdade tem de ser tão simples
Como as estações que vem e vão,
Sem desapontar-nos nem uma vez;
No devido tempo, aqui elas estão.

A verdade tem de ser como a flor
Que se atira na terra como semente,
E, contendo em si a futura cor,
No seu tempo desabrocha, não mente.

Não deixemos nunca de buscá-la!
No coração a pedir e com as mãos a bater
Em sua porta, haveremos de encontrá-la.

Pois mais fiel e verdadeiro não há
Do que aquele que já nos fez saber:
Pedi, e recebereis; batei, e abrir-se-vos-á.

20.4.13

Poema Evangélico - Tua Palavra

Não posso afastar-me, nunca, de tua palavra, oh Senhor!
Ela é o porto seguro onde busco sempre ancorar o navio de minha dúvida.
Tu a puseste ao alcance de cada homem,
E a ela podemos sempre retornar após um dia difícil.

Eu a quero ao meu lado, constantemente,
Meu coração sempre disposto a buscá-la,
Ainda quando a dúvida vier nele a se instalar;
Destarte, meus ouvidos estarão atentos à tua voz.

Tua voz, tua palavra, purifica-me de toda impureza,
Aconselha-me sem cessar e jamais me abandona.
Com a tua palavra preencherei cada espaço vazio do meu coração,
Com ela combaterei as trevas que avançam.

Fala comigo, então, ó Senhor, sempre que eu te buscar!
Não emudeças, não permitas que eu ande em círculos;
Nunca jamais me abandones,
Pois meus pés apressam-se para o mal,
E o meu coração busca sempre o que não lhe convém.

Porém, se eu escutar a Tua voz não estarei sozinho
Combatendo a lei do mal em meus próprios membros.
Abrirei as janelas para que entre a tua luz, permitirei que me ensines.
E isto é tudo o que exiges de mim:
Que eu te ouça, que não feche meus ouvidos.

“Se quereis perguntar, perguntai. Voltai, vinde”.

Poema Evangélico - Súplica

Deus meu, que conheces as respostas.
Tu, Senhor, que avalias os caminhos dos homens
E consideras as razões do seu coração.
Deus meu, a ti estendo, em súplica, as minhas mãos,
Imploro o Teu perdão e a Tua luz
Para os meus caminhos tão obscurecidos.

Parado estou à beira desta estrada,
Na encruzilhada da vida,
Sem saber para onde dirigir os meus passos.
Meu coração está pesado, minhas costas vergam,
Os joelhos vacilam – eu arquejo
Sob esta carga ingente!
Se, no entanto, pretender depô-la,
E, por um segundo, respirar aliviado,
E, por um instante, repousar meus olhos na paisagem...
Não consigo, Senhor!
Pois este fardo tão pesado tornou-se parte de mim,
Está firmemente atado às minhas costas.

Como o mosquito que prendeu a si mesmo na teia da aranha,
Da mesma forma eu fiquei preso nas consequências de meus erros.
Desmancha esta teia, meu Deus, com um sopro
Da Tua boca, com um simples olhar!
Tira de meus pulsos as algemas e as pesadas correntes,
Pois sou por elas conduzido para onde não quero ir.

Restaura, Senhor, a minha vida
E faz-me andar na plenitude da Tua bondade.
Pois Tu, ó Deus, permitiste que nas minhas tribulações
Eu pudesse ainda aprender valiosas lições.
Que eu tome alento, então, antes que passe como a sombra.
Leva-me para junto das águas de descanso,
Para os verdes prados onde o alimento é abundante.

Poema Evangélico - Provação

Ó Senhor... Tu sabes o que me falta;
Conheces a extensão do meu vazio,
Pois foste Tu que enjaulaste
Em mim esta fome.

E eu tenho que aprender a viver faminto
Na Tua presença.

10.3.13

Poema Evangélico - Convite Supremo

Senhor, quão maravilhoso é isto, que Tu me aceitas!
E, ainda mais, que estas pessoas que a ti pertencem
Olham para mim e me estendem as suas mãos,
E vem falar comigo acerca de ti.

Se não fosse assim, como eu poderia saber o que tens para mim?
Porém, Tu me tens enviado tantas cartas...
Por dias, semanas, meses e anos.
Se não tivesses contemplado a minha pequena existência,
Nem mesmo terias permitido aos teus filhos me honrarem
Com um tal convite que me deixa pasmo.

Senhor, como é que Tu me enxergaste enquanto eu estava andando
No interior de pântanos mal-cheirosos,
E como é que decidiste que eu poderia ser chamado: “Filho”?
Pois conheces muito bem a minha frágil natureza,
E o quanto é para mim pesada qualquer uma de tuas leis mais suaves.

Porém, me julgaste capaz de cumpri-las todas,
Até a mais difícil, e para tal tarefa me elegeste.
Aqui estou, Senhor. Permite que a minha vontade
A tua acompanhe; faz-me conhecer o fruto dos teus caminhos.

Eu agradeço por todos os filhos que me enviaste.
Eu os amo, mas Tu conheces quão imperfeito é este meu amor.
Porém, se eu permanecer em ti ele atingirá a plena estatura,
Ainda que no meio da viagem o meu velho eu se perca.

Eu não quero temer afogar-me no rio do teu Espírito.
Senhor, arrasta-me nesta correnteza! Que eu possa ser,
Verdadeiramente, um de teus filhos.

Não afastes de mim a tua palavra e o teu olhar.

2.2.13

Poema Evangélico - Paz na Terra

Vi ontem a bandeira ondulante
Acima das cabeças de milhares do Teu povo;
Uma bandeira alva na noite iluminada por holofotes.

JESUS REINA.

No âmago da floresta mais densa repousaremos
Tranquilos, cobertos pelo Teu doce amor.

Poema Evangélico - Paisagem Máxima

Diante de meus olhos estendem-se os céus que o Senhor estabeleceu,
A grande tela esticada na qual a mão do Mestre-Pintor
Executa as mais perfeitas aquarelas e os óleos mais refinados
A cada manhã, a cada entardecer.

Todos estes quadros, ó Deus, trazem a tua assinatura,
E é também assim que os homens te reconhecem,
Pois Tu os convidas, a cada dia, para um novo “vernissage”
Na galeria da terra inteira,
Onde penduras as Tuas obras no próprio firmamento!

Tu utilizas pincéis de nuvens, de atmosfera e de vento,
E corantes de sóis para compor estas obras-primas
Que se renovam perpetuamente, a cada novo dia.

Os pobres não precisam frequentar as galerias de arte,
Basta-lhes abrir a janela e contemplar a pintura restaurada
Da natureza celestial, estendida na amplidão
E emoldurada pela terra verde e castanha.

De repente, os pássaros irrompem no teu quadro,
A ele acrescentando o seu voo,
Com círculos precisamente desprovidos de sentido.
Ao teu chamado passam a fazer parte da tela celestial.

Contemplamos, oh Deus eterno, Tua mutável criação,
A renovada beleza da obra de Tuas mãos,
Com nossos corações pulsando em júbilo sob o céu.
Louvamos a Ti,
Que de tal plenitude nos fizeste participantes.

Diante de nossos olhos maravilhados,
De uma vez e para sempre realizaste
Tua obra máxima.

28.1.13

Poema Evangélico - O Caminho e as Tentações

Preparou Deus um caminho exemplar
Para nele o cristão caminhar.
Mas o inimigo sutil plantou ao lado
Deste caminho mil motivos de pecado.

Não anda o cristão um metro sem achar
Isca adornada que lhe atraia o olhar.
Como árvores vão surgindo em seqüência
Objetos de cobiça, ira, concupiscência.

Por isto, oh caminhante escolhido!
Dirige o teu olhar sempre para o alvo,
Pois a estrada é longa e o dia comprido.

Não te detenhas no que ao redor hajas visto;
Para ir da estrada ao fim é que foste salvo...
Para encontrar nos ares o Senhor, Jesus Cristo!

Poema Evangélico - Novo Caminho

Jesus está chamando:
Sua voz ecoa sobre a terra.
Podemos ouvi-la nos altos cumes,
Nas profundezas que o mar encerra.

Ele preparou um caminho
Que todos podem palmilhar:
Caminho que nos leva a Deus,
Basta nele querer entrar.

Vamos pôr, então, na estrada o pé;
Juntar-nos a multidão de santos,
Seguir juntos na esperança e na fé,
Para a glória de Deus entoando cantos.

Vislumbramos ao longe, no horizonte,
O brilho da Nova Jerusalém;
Água límpida a jorrar de sua fonte
Para saciar a sede dos que crêem.

27.1.13

Poema Evangélico - Esperança



Penso, às vezes, que estás próximo de mim,
Que poderias responder-me. Mas, ah!
Porque não escuto a tua voz?
Porque, Senhor, este silêncio indevassável,
Minhas palavras chocando-se contra um alto muro,
E nem ao menos tenho a certeza que me escutas?
Eu sei que Tu és um Deus justo, que és único,
E tudo criaste com perfeição.
Acaso haveria algo que não poderias realizar?
Algum obstáculo intransponível para Ti,
Uma muralha alta demais, uma pedra
Demasiadamente pesada,
Ou alguma situação excessivamente complicada,
Que não a tornasses simples e resolvida?

Quem entrará no Teu santo templo, Senhor?
Quem habitará com as chamas?
Na grande congregação há júbilo e deleite,
Na comunhão dos Teus ungidos.
Fora há trevas, ranger de dentes, choro.
Ó Deus, abre para mim esta porta!
Não me recuses o Teu Santo Espírito,
Pois os meus pensamentos têm sua própria vida.
Senhor, como me amedrontam os meus pensamentos!
Tal como uma manada de búfalos que não se podem deter
Eles avançam contra a minha consciência, cercam-me,
E só de vê-los aproximando-se eu desfaleço
E perco a esperança.

Perdão, oh Deus,
Pois abandonei o meu Éden.
Não foi apenas uma vez
Que comi o fruto da árvore proibida.
(Tal conhecimento afasta-nos de Ti).
E agora, Senhor, como retornar à pureza original?
Não tenho como voltar, e nem ao menos sei como ir em frente.
Cego, só posso caminhar conduzido por Tua mão.

Que bom então seria, ó Deus, se repentinamente
Aliviasses o fardo da minha tribulação,
Se enviasses socorro inesperado.
Seria como acordar, saindo das densas trevas de um pesadelo,
Seria tal como foi para Pedro quando,
Liberto da prisão e da morte certa, um anjo conduziu-o,
Sonolento, por entre as portas do cárcere que se abriam
Sem que ninguém as tivesse tocado.
Logo, ele pôde sentir a brisa fria da noite em seu rosto,
E, num instante, a vida invadiu-lhe os sentidos.

Eu sei, Senhor, que contigo está a chave para a minha libertação.
Só Tu podes abrir as pesadas cadeias
E anular as conseqüências dos meus erros.
Pois observas cada minuto da minha luta;
Alimentas o transgressor na sua prisão.

Repentinamente, uma luz brilhou sobre Pedro,
Quando tudo ao seu redor eram trevas,
E ele caminhou na ruazinha, sob o manto da noite,
E alegrou sobremaneira o coração dos discípulos.

Poema Evangélico - Diáspora

Passaram as tardes e as noites
Em que havia risos e conversas,
E o povo reunia-se singelamente
Para cantar e louvar
Aquele que os mantinha unidos.

Por fim, cada um buscou o seu próprio interesse,
Corações e mentes errantes,
Tropeçaram e caíram.

Caíram para não mais levantarem?

Me genoito!*

Em algum lugar a história recomeça,
Mas um inimigo sonda os corações.
(vigiai e orai, pois o inimigo é astuto
 e não quer o vosso bem).


*Em grego: “Tal não aconteça!” Paulo usava muito esta expressão.

1.12.12

Poema Evangélico - Laodicéia

Ó Deus, Tua rádio, agora, toca músicas banais,
Celebrando o amor de homem e mulher!

(a oferta se adapta à demanda ou cria a demanda?)

Onde estão os hinos, os hinos de louvor?

Deus, não estás cansado
De tanta música ruim?
Tua igreja enriqueceu,
Nada lhe falta dos prazeres mundanos;
Vestiu as roupagens do Século nos Teus hinos,
E, agora, os levitas cantam com voz esganiçada,
Existencialista, enquanto
Um pianinho pop faz o fundo.

Poema Evangélico - Oração 2

Oh guia-me, Senhor,
Pois não sei como andar
Nesta escura floresta.
Se pretender conduzir-me
Sem a Tua ajuda, meus pés,
Certamente, me levarão por
Falsos caminhos,
Caminhos que conduzem
A lugar nenhum.

Porém, entrego a Ti a direção,
Clamo a Ti, estendo-te a mão,
Aspiro Tua doce presença.

E a caminhada, que ora inicia,
Já chegou ao fim.

Poema Evangélico - Oração 1

Senhor, esta é a minha oração.


Não é feita com palavras audíveis,
Mas com lápis e papel.
Como todas as orações,
Esta também brota do coração.

Quero, pois, abrir-te meu ser,
Expor-te meu íntimo segredo.
Tenho andado agitado, por muitos dias,
Esquecido de que permaneço em Tuas mãos
Para o bem ou para o mal.
Às vezes, não consigo distinguir o que sou:
Um grão de poeira nesta Tua criação.

Porém, os Teus olhos me conhecem –
Ao insignificante.

Inclinas o rosto
D’além das extremidades do céu.
Teu olhar perpassa as galáxias,
A luz pura do Teu olhar varre o universo
E me encontra, e me convence
Da inutilidade das minhas preocupações.

(17/10/1994)

17.8.12

Poema Evangélico - Ao Deus dos Livramentos

(No Estilo de um Salmo)

O Senhor calou a voz dos meus inimigos, silenciou-os,
Pôs um freio em suas línguas quando zombavam de mim.
Ocultavam-se em densas trevas preparando armadilhas,
Mas o Senhor estendeu a sua mão poderosa
E eles ficaram aprisionados no seu próprio laço,
Caíram no buraco que estavam cavando para mim.
Agora alcanço compreender como sentia-se Davi
Quando entoava louvores ao Deus que livra dos perseguidores.
E, assim, também eu cantarei e louvarei a Tua misericórdia,
Pois o Senhor estabeleceu um breve tempo
Durante o qual os iníquos elevam as suas vozes
Para se vangloriarem, cheios de vento e vãs murmurações,
Até que se encham as medidas das suas iniquidades,
Como foi nos dias de Abraão, e nos dias da escravidão de Israel.
Então, Ele chamou o Seu povo, e em suas mãos colocou a espada
Para exterminar da terra os que aborreciam as suas leis.
Ó Deus, também hoje, coloca em nossas mãos a espada
Da Tua palavra, a fim de que o mal que se aninha nos corações
Seja extirpado, e os praticantes de iniquidades envergonhem-se
E calem-se, atemorizados à visão do Juiz que não esperavam.
Eis que eles avançam empurrando, blasfemando, derrubando à direita
E à esquerda, e caem, vão caindo no abismo a sua frente,
Tornados cegos pela própria maldade.
O Senhor, no tempo apropriado, responder-lhes-á;
A sua memória não permanecerá sobre a terra,
Nem haverá, na grande congregação dos justos,
Registro de suas vidas efêmeras.
Nós, porém, ouviremos a Tua voz, ó Senhor,
E louvaremos a Tua justiça
Que desde sempre nos tens concedido.

11.8.12

Poemas Evangélicos

Seleção de Poemas Evangélicos

:: Antigamente - José Cassais
:: Ao Deus dos Livramentos - José Cassais
:: Convite Supremo - José Cassais
:: Diáspora - José Cassais
:: Esperança - José Cassais
:: Laodicéia - José Cassais
:: Novo Caminho - José Cassais
:: O Caminho e as Tentações - José Cassais
:: Oração 1 - José Cassais
:: Oração 2 - José Cassais
:: Paisagem Máxima - José Cassais
:: Paz na Terra - José Cassais
:: Perseverança - José Cassais
:: Presença - José Cassais
:: Provação - José Cassais
:: Súplica - José Cassais
:: Tua Palavra - José Cassais
:: Visão - José Cassais

Poema Evangélico - Antigamente

Antigamente, eu estava parado, inerte à beira de uma estrada
Por onde transitava o mundo num fluxo incessante 
De formas desafiadoras e vagas.
Foi, então, que Tu me tomaste pela mão, ó Senhor, 
E me fizeste andar no caminho verdadeiro, 
Caminho que conduz, afinal, à maior e mais importante cidade.

Fizeste-me andar, guiaste os meus passos, 
Deste-me instrução falando aos meus ouvidos.
Desde então, Tu tens saciado a minha sede e alimentado a minha vida, 
Ensinando-me tudo o que preciso saber.
À minha frente abriste, ainda, os teus cofres, 
Expondo tesouros infinitos de incalculável valor.

Nada me falta, Senhor, pois Tu és o Pastor a me guiar 
Aos pastos verdejantes e as águas cristalinas;
Nada me faltará, pois és Tu que despertas em mim o querer, 
E em mim operas, pelo teu infinito poder, o realizar.

Ensinas-me tudo o que necessito aprender – à um estalar dos teus dedos 
Logo se apresentam os meus professores, e, quando ordenas, 
Imediatamente aparecem os instrumentos onde posso praticar.
O teu desejo é fazer de mim um homem completo, 
Para que eu te sirva com a plenitude do meu ser.

Dou graças à tua bondade, que sempre se segue à tua misericórdia!
Elevo a minha voz para exaltar o teu cuidado, o qual dispensas 
A todos os que de ti se aproximam.
Obrigado, Senhor, Tu que despertas os que de há muito estavam mortos, 
E fazes andar os que já nasceram inválidos.
Só em ti há sentido e plenitude para a vida dos homens; 
Somente Tu tens a resposta para todos os nossos questionamentos.

Feliz é aquele que te encontra!