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28.3.21

Como Ter a Certeza da Salvação?

Muitos cristãos, e as vezes parece que é a maioria deles, não tem certeza completa a respeito da sua salvação. Ou ainda que acreditem que foram salvos, duvidam que a salvação possa ser eterna. Como ter a certeza da salvação? Como saber que não se vai para o inferno?

Na Bíblia encontramos, no livro de Isaías, capítulo 38, versículos 18 e 19, no assim chamado "Cântico de Ezequias", as seguintes palavras: "A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço (...)".

Também no livro de Salmos, capítulo 88 e versículo 11, leem-se palavras semelhantes aquelas: "Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos?".

E, ainda mais claramente, no Salmo 6, versículo 5: "Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?"

Tais palavras nos fazem pensar que o louvor a Deus é uma coisa totalmente ausente no reino dos mortos, também conhecido como "inferno", "hades" (grego), e "sheol" (hebraico). É o lugar para onde os mortos vão a fim de ficarem guardados até o dia em que todos os seres humanos comparecerão a presença de Deus para serem julgados e receberem a sentença a respeito de seu destino eterno, conforme se encontra escrito no livro de Apocalipse, capítulo 20, versículos 11 e 12: "Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros".

Deste modo, não se encontra no inferno quem louve a Deus. É como um deserto espiritual. Um verdadeiro crente não pode ser ali lançado, pois nem mesmo aquele lugar conseguiria extinguir em seu espírito o sentimento de louvor e adoração a Deus, o qual distingue os discípulos salvos daqueles que não são nem uma coisa nem outra. Todo crente verdadeiro adora a Deus em seu coração, pois "Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4:24); e "Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne" (Fp 3:3).

No evangelho de Lucas, capítulo 1, versículo 15, anunciando o nascimento de João Batista, o anjo que apareceu a Zacarias disse-lhe, entre outras coisas: "Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte, será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno". Por esse motivo Jesus afirmou a respeito de João: "Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista" (Mt 11:11a). Disse o anjo, ainda, a Zacarias: "Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento" (Lc 1:14). Quer dizer, isto, que o homem que tem o espírito de Deus em si traz prazer, alegria e regozijo aos que são receptivos ao evangelho. Mais adiante, no capítulo 2 do mesmo livro, lemos que Maria foi visitar a mãe de João; logo, "ao ouvir a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua salvação, a criança estremeceu de alegria dentro em mim" (Lc 1:41-44). O fruto do Espírito é louvor! Só os crentes salvos ou destinados à salvação louvam/adoram a Deus em Espírito e em verdade. Para esses, já nenhuma condenação há.

Juntando, portanto, estas premissas, podemos construir um silogismo clássico, na seguinte forma:

Premissa maior: Para o  inferno vão os que não foram salvos, e não existe lá nada que se possa chamar de louvor a Deus;
Premissa menor: Um crente verdadeiro louva a Deus em seu espírito;
Conclusão: Se você louva a Deus em seu espírito, é um crente verdadeiro e não pode ir para o inferno, ou seja, não ter salvação.

Logo, o que devemos fazer para termos certeza de nossa salvação é examinar-nos e, simplesmente, constatar se adoramos a Deus em espírito e em verdade, se o louvor de Deus habita em nosso coração.

Que pai neste mundo existe indisposto a livrar de qualquer condenação o filho cometedor de inúmeros e grandes erros, o qual ele reconhece que o ama e aprecia verdadeiramente? Quanto mais o nosso pai celestial não estará disposto a nos perdoar e resgatar da consequência de nossos pecados e transgressões, a nós que o adoramos e louvamos pelo que Ele é e por suas grandes obras. Eis o motivo de Deus haver considerado Davi como sendo um homem segundo o seu coração (1Sm 13:14). De Davi o nome está para sempre associado ao louvor e a adoração emanados dos Salmos, escritos na maior parte por sua própria mão. Poucos homens na Bíblia cometeram erros maiores do que os seus, sendo ao mesmo tempo tão honrado e preservado por Deus. Isto se deve a que, mesmo havendo cometido as maiores transgressões, o coração de Davi se alteava sempre em direção a Deus para desvelá-lo e exaltar-lhe as qualidades. Davi possuía, sem dúvida, um coração de adorador. Tal homem é buscado por Deus, e é por causa destes que Ele enviou seu filho ao mundo, para resgatá-los da condenação eterna, salvando-os do inferno e do lago de fogo. 

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem (Jo 4.23).

Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder! (Sl 150:1)

7.9.16

Septuaginta - Salmo 72

O Salmo 72, na Bíblia massorética, termina com as seguintes palavras: "Findam as orações de Davi, filho de Jessé." Na Septuaginta, as palavras finais são semelhantes: "Os hinos de Davi, filho de Jessé, encerram-se." Somente que na primeira, no início do Salmo, está escrito: "Salmo de Salomão". E na outra: "Para Salomão". Claramente, a Septuaginta tem o título correto, e foi Davi quem escreveu este Salmo. É a oração de um pai desejando todo o bem para o reinado de seu filho.



Para Salomão.

1 Ó Deus, concede o teu julgamento ao rei, e a tua justiça ao filho do rei,
2 para que ele possa julgar o teu povo com justiça, e os teus pobres com juízo.
3 Que os montes e as colinas tragam paz ao teu povo.
4 Ele julgará os pobres do povo com justiça, salvará os filhos do necessitado e derrubará o falso acusador.
5 Continuará ele enquanto houver sol e diante da lua, para sempre.
6 Descerá como a chuva sobre um floco de lã, e como gotas caindo sobre a terra.
7 Nos seus dias a justiça haverá de brotar, e abundância de paz, enquanto a lua não for removida.
8 Terá ele domínio de mar a mar, e desde o rio até os confins da terra.
9 Os etíopes se prostrarão perante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.
10 Os reis de Társis e das ilhas trarão tributos; os reis dos árabes e de Sebá oferecer-lhe-ão presentes,
11 e todos os reis o adorarão; todas as nações o servirão.
12 Pois ele livrou o pobre do seu opressor, e o necessitado que não tinha quem o ajudasse.
13 Compadecer-se-á do pobre e do necessitado, e livrará as almas dos indigentes.
14 Libertará as suas almas da usura e da injustiça; seus nomes serão preciosos diante dele.
15 Viverá, e se lhe dará do ouro da Arábia, e os homens deverão orar continuamente por ele; e todo o dia o louvarão.
16 Haverá um estabelecimento na terra, sobre os cumes dos montes. Seu fruto será exaltado acima do Líbano, e os da cidade florescerão como a erva da terra.
17 Seja abençoado seu nome, para sempre! O seu nome permanecerá mais tempo do que o sol, e todas as tribos da terra serão abençoadas nele. Todas as nações o chamem bem-aventurado!
18 Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, o único que faz maravilhas.
19 Bem-aventurado é o seu glorioso nome para sempre, para todo o sempre. E toda a terra se encherá com a sua glória. Assim seja, assim seja.
20 Os hinos de Davi, filho de Jessé, encerram-se.

21.6.16

O Pecado e a Salvação Eterna

Como a salvação pode ser eterna e incondicional? Pois sendo assim, pareceria haver uma porta aberta para a prática do pecado na vida dos crentes, já que eles não sentiriam o mínimo temor de perder a salvação como consequência dos seus pecados.

A resposta para esta questão reside tão somente na sinceridade da intenção da pessoa que se converte. Quando alguém aceita Jesus Cristo como seu salvador, pela fé nele, e é aceito por Deus como um novo cristão, esta pessoa está sendo sincera, do contrário Deus não acataria a sua confissão de fé, pois é impossível enganar a Deus fingindo que se pretende viver como seu filho sem ter essa intenção, com o único objetivo de obter suas boas graças e ir para o céu. Logo, quando alguém se torna cristão de verdade, tal conversão aceita por Deus é genuína, e é com base nesta sinceridade que Deus concede ao crente a adoção como filho e a inclusão nas promessas a se cumprirem nesta vida e na eternidade.

O fato de o cristão vir a pecar, mais tarde, independente do tipo de pecado cometido, não anula a aliança feita com Deus em total sinceridade de coração. Deus aceitou que o crente pretendia viver uma vida sem pecado no momento da entrega de sua vida para Ele. Se existisse a possibilidade de alguém vir a perder a salvação após haver se convertido sinceramente, o candidato a cristão teria de ser alertado sobre essa possibilidade. Quer dizer, tal condição deveria fazer parte da pregação com vistas à conversão. Entretanto, aos incrédulos sempre é pregada a salvação eterna com as bênçãos futuras a serem acrescentadas na eternidade, sem a inclusão de uma cláusula estabelecendo que a aceitação do crente na família de Deus pode ser anulada por futuras ações desagradáveis a Ele.

Concluindo: o que nos faz dignos da salvação eterna e incondicional é a intenção sincera, manifestada ao menos uma vez na vida, de aceitar Jesus como nosso Senhor e viver de forma obediente aos seus mandamentos. A decisão sustentada por tal espírito jamais pode ser apagada da memória de Deus. Ela é uma prerrogativa dos que possuem o coração sincero e desejoso de viver de uma forma agradável ao Criador, mesmo estando aprisionados em uma carne pecaminosa e vivendo em um mundo onde o mal age e impera de forma irrestrita. É um atestado, com validade eterna, da própria essência daquele que a exprime. O incrédulo e indisposto a aceitar Jesus como seu Senhor e salvador jamais chega a atingir tal disposição. Porém, quem a manifestou uma vez, arrependido após viver uma vida de pecado, tendo sido perdoado e aceito na família de Deus, irá, com certeza, manifestá-la novamente se tornar a pecar.