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17.7.16

Como Ter a Certeza da Salvação

Muitos cristãos, e as vezes parece que é a maioria, não tem certeza completa a respeito de sua salvação. Ou, ainda que acreditem que foram salvos, duvidam que a salvação possa ser eterna. Como ter a certeza da salvação? Como saber que não se vai para o inferno?

No livro de Isaías, capítulo 38, versículos 18 e 19, no assim chamado "Cântico de Ezequias" podem-se ler as seguintes palavras: "A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço (...)".

Também no livro de Salmos, capítulo 88 e versículo 11, leem-se palavras semelhantes: "Será referida a tua bondade na sepultura? A tua fidelidade, nos abismos?".

E, ainda mais claramente, no Salmo 6, versículo 5: "Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor?"

Tais palavras fazem pensar que o louvor a Deus é uma coisa totalmente ausente no reino dos mortos, também conhecido como "inferno", "hades" (grego), e "sheol" (hebraico). É o lugar para onde os mortos vão, para ficarem guardados até o dia em que todos os seres humanos comparecerão a presença de Deus para serem julgados e receberem a sentença sobre o seu destino eterno, conforme está escrito no livro de Apocalipse, capítulo 20, versículos 11 e 12: "Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros".

Portanto, não se encontra no inferno ninguém que louve a Deus. É como um deserto espiritual. Um verdadeiro crente não pode ser lançado no inferno, pois nem mesmo aquele lugar conseguiria extinguir em seu espírito o sentimento de louvor e adoração a Deus, o qual distingue os discípulos salvos daqueles que não são nem uma coisa nem outra. Todo crente verdadeiro adora a Deus em seu coração, pois "Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4:24); e "Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne" (Fp 3:3).

No evangelho de Lucas, capítulo 1, versículo 15, anunciando o nascimento de João Batista, o anjo que apareceu a Zacarias, disse-lhe, entre outras coisas: "Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte, será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno". Por este motivo Jesus afirmou a respeito de João: "Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista" (Mt 11:11a). Também disse o anjo a Zacarias: "Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento" (Lc 1:14). O homem que tem o espírito de Deus em si traz prazer, alegria e regozijo aos que são receptivos ao evangelho. Mais adiante, no capítulo 2 do mesmo livro, lemos que Maria foi visitar a mãe de João e, "ao ouvir a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém que me venha visitar a mãe do meu Senhor? Pois, logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua salvação, a criança estremeceu de alegria dentro em mim" (Lc 1:41-44). O fruto do Espírito é louvor! Só os crentes salvos ou destinados à salvação louvam/adoram a Deus em Espírito e em verdade. Para estes, já nenhuma condenação há.

Juntando, portanto, estas premissas, podemos construir um silogismo clássico, na seguinte forma:

Premissa maior: Para o  inferno vão os que não foram salvos, e não existe lá nada que se possa chamar de louvor a Deus;
Premissa menor: Um crente verdadeiro louva a Deus em seu espírito;
Conclusão: Se você louva a Deus em seu espírito, é um crente verdadeiro e não pode ir para o inferno, ou seja, não ter salvação.

Logo, o que devemos fazer para termos certeza de nossa salvação é examinar-nos e, simplesmente, constatar se adoramos a Deus em espírito e em verdade, e se o louvor de Deus habita em nosso coração.

Que pai neste mundo existe indisposto a livrar de qualquer condenação o filho cometedor de inúmeros e grandes erros, o qual ele reconhece que o ama e aprecia verdadeiramente? Quanto mais o nosso pai celestial não estará disposto a nos perdoar e resgatar da consequência de nossos pecados e transgressões, a nós que o adoramos e louvamos pelo que Ele é e por suas grandes obras. Eis o motivo de Deus haver considerado Davi um homem segundo o seu coração (1Sm 13:14). O nome de Davi está para sempre associado ao louvor e a adoração emanados dos Salmos, escritos, na maior parte, por sua própria mão. Nenhum homem de Deus cometeu maiores erros do que ele, sendo ao mesmo tempo tão honrado e preservado por Deus. Isto se deve a que, mesmo havendo cometido as maiores transgressões, o coração de Davi se alteava sempre em direção a Deus para desvelá-lo e exaltar-lhe as qualidades. Davi possuía, sem dúvida, um coração de adorador. Tal homem é buscado por Deus, e é por causa destes que Ele enviou seu filho ao mundo, para resgatá-los da condenação eterna, salvando-os do inferno e do lago de fogo.

Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder! (Sl 150:1)

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