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5.7.16

O Bramido do Mar e das Ondas


De acordo com o site Answers.com, noventa por cento do comércio mundial é transportado pelos oceanos e se compõe de mercadorias como petróleo, carvão e grãos, automóveis e outras comodidades. Noventa por cento é praticamente a totalidade do comércio mundial, restando muito pouco para ser transportado por outros meios, como aviões, trens, caminhões... O que aconteceria se, de repente, o mar deixasse de ser um lugar seguro para o transporte de mercadorias entre as nações? No dia 5 de Março de 2010 a CNN foi um dos informativos online que divulgou a notícia de que um navio de  cruzeiro, o Louis Cruise Line, fora atingido por duas ondas gigantes de 26 pés, próximo à costa da Espanha, ocasionando a morte de duas pessoas e causando ferimentos em outras catorze.

Estas duas ondas que se abateram sobre o navio de cruzeiro próximo a Espanha surgiram praticamente do nada, levantando-se das águas aparentemente tranquilas como dois gigantes mal-intencionados, semeando o pânico entre os passageiros que até aquele momento se dedicavam a desfrutar das amenidades de uma viagem em navio de luxo. Terremotos de grau elevado na escala de periculosidade estão acontecendo quase diariamente, e após os terremotos vem as especulações sobre a possibilidade de tsunamis devastadores, como aconteceu a pouco tempo, depois do grande terremoto no Chile, no dia 27 de fevereiro de 2010.

Todos estes acontecimentos nos trazem a mente as palavras de Jesus, no capítulo 21 do Evangelho de Lucas, versículo 25, "Haverá...angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas." Parece que o mar ocupa um lugar central nas profecias a respeito dos últimos tempos que antecedem a volta de Jesus à Terra. Onde se encontra a Grande Babilônia do capítulo 17 de Apocalipse? Logo no primeiro versículo lemos que ela se acha "sentada sobre muitas águas" e está "vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas..." (v. 4) Esta é uma descrição objetiva do comércio mundial e das riquezas movimentadas por ele, dos prazeres propiciados a uns poucos que conseguiram se colocar à testa do controle da economia atual, e dela podem se beneficiar.

O apóstolo João, quando viu a mulher, admirou-se com grande espanto, mas o anjo lhe disse, como se o estivesse repreendendo, "Porque te admiraste?" como se quisesse comunicar-lhe que nós, cristãos, não devemos nos impressionar com o brilho da riqueza passageira deste mundo, que é consumida pelas traças, pela ferrugem e pelos ladrões, ao contrário das riquezas guardadas e acumuladas no banco celestial rendendo um juro de vida eterna. Mais adiante é dito que as águas onde a meretriz está assentada são povos, multidões, nações e línguas... Isto significa que todas as nações, todas as pessoas no mundo dependem do comércio mundial, efetuado na sua totalidade, praticamente, por via marítima.

Como se chegou a este ponto, à esta dependência extrema do bem-estar das pessoas relativamente ao comércio internacional? Tal fato é uma consequência, no longo prazo, de os homens que dirigem as nações serem influenciados por ideias de pensadores econômicos tais como Adam Smith e David Ricardo, os chamados "pais da ciência econômica clássica". Foram eles que desenvolveram, habilmente, o argumento de que ainda que uma nação conseguisse produzir todas as coisas necessárias para o consumo de seu povo, ela seria mais próspera se dedicasse a si mesma a produzir apenas aquelas coisas para as quais tivesse uma vantagem natural, desde que todas as outras nações fizessem o mesmo e praticassem o comércio com os excedentes de produção. Foi desta forma que o mundo se tornou cada vez mais dependente do comércio internacional, havendo países produtores de apenas uns poucos produtos, tais como o petróleo, os quais preenchem todas as suas necessidades com a venda da parte que não consomem de seu produto principal. Sendo assim, quão grande o caos seria para o bem-estar mundial se o comércio global fosse interrompido por condições adversas nos oceanos da terra! As nações não mais teriam como adquirir grande parte daquilo de que necessitassem, nem teriam condições de produzi-lo imediatamente.

Atualmente, o mar, além de ser o lugar onde circulam as mercadorias alimentando o consumo mundial, também se tornou, para os que tem condições financeiras, uma espécie de "paraíso" para onde se pode fugir deste mundo tão conturbado pela violência gerada pela disparidade de condições econômicas e sociais. Navios de luxo, transformados em verdadeiros jardins do Éden flutuantes, oferecem todos os prazeres e amenidades imagináveis para os que podem pagar caro, longe das costas deste mundo atribulado. Há cruzeiros para todos os gostos, mesmo os não convencionais, e até mesmo alguns líderes do povo cristão se dedicam a organizar "cruzeiros gospel" em alto mar, com celebridades cristãs a bordo, em viagens para Israel e outros lugares. Porém, Deus advertiu aos cristãos para que se mantivessem afastados deste sistema de coisas, explicitamente, nos versículos 4 e 5 do capítulo 8, no Livro de Apocalipse: "Retirai-vos dela, povo  meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e não participardes em seus flagelos, porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou."

"Ai! Ai da grande cidade,que estava vestida de linho finíssimo, de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, e de pedras preciosas, e de pérolas, porque, em uma só hora, ficou devastada tamanha riqueza! E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos labutam no mar conservaram-se de longe. Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritavam: Que cidade se compara a grande cidade? Lançaram pó sobre a cabeça e, chorando e pranteando, gritavam: Ai! Ai da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, á custa da sua opulência, porque, em uma só hora, foi devastada!" (Ap 18:16-19)

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