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18.1.13

Parábola de Dois Reinos - Capítulo 6

Bem armados e equipados marcharam em direção ao país vizinho, atravessaram a fronteira e, avançando, iam conquistando uma a uma todas as cidades por onde passavam, escravizando seus habitantes; e matavam a todos os que lhes ofereciam resistência. Chegaram por fim àquela magnífica cidade aonde o filho do seu benfeitor se encontrava encarcerado. Levantaram cerco contra ela, conclamando os habitantes à rendição, pois eles haviam decidido resistir confiados na inexpugnabilidade do lugar onde viviam, o qual era cercado de altas e grossas muralhas, e nas grandes quantidades de alimento estocadas em seus armazéns. Tão confiantes estavam eles que enquanto a cidade permanecia sitiada entregavam-se de forma desenfreada aos prazeres espúrios que tanto amavam, realizando festas e banquetes nababescos que se prolongavam pelas noites até o alvorecer, e nos quais grandes quantidades de vinho e outras bebidas eram consumidas, sob o efeito das quais praticavam toda sorte de dissoluções e abominações.

Enquanto o cerco se prolongava o general dos sitiantes, havendo observado um rio que adentrava sob as muralhas teve a brilhante ideia de desviar o seu curso e invadir a cidade pelo leito seco. Ordenou a seus soldados que escavassem um canal a dois quilômetros de distância da cidade, fora das vistas de seus habitantes, próximo ao leito do rio e indo em direção a um lago que havia secado completamente. Quando o canal já estava completamente escavado, numa noite em que na cidade as pessoas se divertiam com mais uma de suas intermináveis festas, os sitiantes abriram a separação que havia entre o rio e o canal, e as águas fluíram impetuosamente em direção ao lago vazio que se foi enchendo, gradativamente. E quando o nível das águas já permitia a passagem tranquila de homens armados e equipados, sorrateiramente, o exército adentrou a cidade. 

Os habitantes foram pegos totalmente de surpresa, entorpecidos que estavam pelo vinho e pela orgia, e não esboçaram, praticamente, nenhuma reação apreciável. Em pouco tempo a cidade estava nas mãos dos invasores, os quais trataram de ir logo até a fortaleza onde o jovem se encontrava detido, libertando-o de seus grilhões. Encontrava-se ele já num estado deplorável devido a fome e aos maus tratos que lhe haviam imposto, mas mesmo assim alegrou-se muito em ver os conquistadores da cidade e ao ser inteirado de tudo o que havia acontecido. 

José Cassais

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