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18.1.13

Parábola de Dois Reinos - Capítulo 4

Chegou, afinal, o dia em que o jovem deveria voltar e apresentar-se diante de seu velho pai apresentando-lhe um relatório com os resultados da missão que lhe fora confiada. Ao vê-lo aproximar-se o sábio homem muito se alegrou julgando haver chegado o tempo em que, de acordo com seus cálculos, poderia começar a distribuição de seu tesouro e transformar, desta forma, a sorte daquela terra, iniciando-se a partir dali uma era dourada de abundância, paz e justiça. Entretanto, grande foi a sua decepção ao saber que tão poucos de seus concidadãos haviam crido nele e aceitado o seu oferecimento. 

Irou-se, grandemente, o sábio contra o seu próprio povo por causa da sua incredulidade e dureza de coração. Chamando a sua presença os doze que haviam crido primeiramente, e junto deles o pequeno número de pessoas que haviam logrado convencer - não mais do que umas cento e vinte almas - encarregou-as de, atravessando o rio que demarcava a fronteira de seu país, dirigir-se à nação vizinha levando-lhe sua proposta. Era, esta nação, ainda mais miserável que a sua, e seus habitantes viviam num estado completamente miserável, embora fossem numerosos. Grassavam nesse país a fome e a imoralidade, tanto que eles chegavam ao ponto de trocarem seus próprios filhos entre si para comerem-nos, pois não tinham não tinham coragem, cada qual, de comer seu próprio filho. Assim, determinou o velho e sábio homem que os discípulos se dirigissem aquele país apresentando seu plano a todos que encontrassem pelos caminhos e nas cidades, dando atenção especial aos mendigos, cegos, aleijados, mudos, enfermos e miseráveis de toda espécie.

Imediatamente partiram os homens, temendo em seus corações que a tarefa fosse muito difícil, pois pensavam, "Se em nossa própria terra não fomos acreditados mas perseguidos, quão mais dura não será a situação para nós entre pessoas de um outro país, no qual seremos estrangeiros sem direito algum?" Porém, logo o seu ânimo começou a mudar pois muitas pessoas que habitavam aquela terra acolhiam de bom grado a proposta que lhes era apresentada, em nada duvidando, mostrando-se, na verdade, maravilhadas e agradecidas com a possibilidade de melhorarem de forma tão radical suas sortes. Quase todos os habitantes daquele país já conheciam a fama do velho homem sábio e, ao ficarem sabendo que era ele quem lhes garantia o recebimento das jóias, tratavam de vender rapidamente tudo o que possuíam e entregavam o dinheiro para os seus representantes. E assim, em pouco tempo, estes últimos já haviam conquistado um número suficiente de pessoas para dar início a partilha do tesouro.

Nesse tempo em que os acontecimentos se desenvolviam de forma tão maravilhosa no país vizinho, do outro lado da fronteira algo terrível se passava. Tendo enviado os homens, o velho sábio sentiu seu coração constranger-se amargurado por causa de seu próprio povo que havia desperdiçado tão esplêndida oportunidade de sair da miséria na qual se encontrava imerso. Resolveu, então, fazer uma última tentativa para ajudá-los, ordenando que seu filho fosse mais uma vez ao encontro de seus concidadãos enquanto seus discípulos trabalhavam na nação vizinha. 

Obedientemente, partiu ele como da primeira vez, para anunciar as boas novas ao povo de sua terra. Desta feita, porém, fizeram os homens daquele lugar pior do que da primeira vez, maltratando-o ao extremo, perseguindo-o de aldeia em aldeia, até que, havendo espalhado boatos perversos a seu respeito e imputado-lhe a fama de subversivo, tendo ele chegado à mais importante cidade daquele país as autoridades lançaram-lhe mão e colocaram-no no cárcere, deixando-o lá, incomunicável, por vários dias. Logo, improvisaram um julgamento com o intuito de condená-lo e, tendo arregimentado falsas testemunhas, as autoridades e o povo em conluio acusaram-no de sedição sentenciando-o à prisão perpétua - o que, prontamente, trataram de executar - não sem antes açoitarem o jovem furiosamente.

José Cassais

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