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18.1.13

Parábola de Dois Reinos - Capítulo 3

A segunda característica do plano era a condição de que cada pessoa só receberia sua parte após a proposta ser apresentada para todos os habitantes do país, proporcionando-lhes a oportunidade de aceitá-la ou não. E, para que este resultado fosse atingido o mais rápido possível, aquele homem sábio determinou que cada um que viesse a concordar com as condições apresentadas receberia um documento com o seu selo particular, autorizando-o a ser ele mesmo um divulgador daquele plano. Poderia apresentá-lo aos outros homens para que também o aceitassem e tivessem igualmente a oportunidade de serem seus divulgadores. Desta maneira, se o primeiro que aceitasse as condições do plano pudesse convencer um mínimo de dois outros homens a aceitá-lo, então estes dois conseguiriam persuadir outros quatro, estes conseguiriam outros oito, e assim por diante em progressão geométrica. Logo, após um curto espaço de tempo todos estariam de posse de sua parte no tesouro e desfrutando a vida no reino do velho sábio.

Para dar inicio ao procedimento de apresentar sua proposta aos habitantes do país o velho chamou seu único filho, incumbindo-o de ser o primeiro a desencadear o processo que terminaria por alcançar todas as pessoas daquela terra. Era, este seu filho, um jovem de grandes qualidades, em tudo semelhante ao seu pai, tão semelhante que todos diziam que quem o via era como se estivesse vendo o próprio pai, e a quem este último decidira colocar na posição de maior destaque em seu futuro reino. Enviou-o, pois, para o meio da plebe miserável que era a grande maioria de seus concidadãos e deixou-se ficar no seu campo, no qual construíra uma mansão maravilhosa exatamente sobre o lugar onde estava a caverna com o tesouro escondido, a aguardar os resultados do seu projeto.

Tendo vestido uma velha túnica e calçado um par de sandálias rotas (para não parecer diferente das pessoas às quais iria apresentar-se) saiu o jovem para o meio do povo, a percorrer a terra. Tentava convencer aquelas pessoas a venderem tudo o que possuíam e entregar-lhe o dinheiro a fim de tornarem-se proprietárias de uma parcela do tesouro de seu pai. Andava a pé pelas estradas empoeiradas e pedregosas sob o sol escaldante das regiões áridas, sentindo na pele o frio das madrugadas ao relento, dormindo quase sempre estirado sob alguma velha figueira à beira do caminho.

Havendo partido cheio de alegria e confiança, logo constatou não ser das mais fáceis a tarefa que o pai lhe confiara. Pouquíssimas pessoas acreditaram em suas palavras, apesar de que, ao saberem da possibilidade de ficarem ricas de uma hora para outra, multidões o cercavam buscando ouvir o que ele tinha para dizer. Porém, a grande maioria dos que iam até ele para escutar sua mensagem não estava disposta a abrir mão de tudo o que possuía para ser merecedor de receber, no futuro, a sua quantidade de jóias. Alguns até desconfiavam de que estavam sendo enganados, pois eles mesmos eram enganadores contumazes, não acreditando no que o jovem dizia a respeito das intenções de seu velho e bem conhecido pai, de quem ele era o retrato fiel e de quem trazia uma declaração confirmada com o seu selo particular, impossível de forjar. Outros, apesar de acreditarem, não queriam trocar o pouco que tinham no presente por algo que ainda iriam receber no futuro, pois eram apegados demais as suas posses. 

Tal fato entristeceu muitíssimo aquele jovem, ver claramente a incredulidade de seus patrícios a seu respeito; porém ele continuou em sua missão, determinado a cumpri-la de acordo com a vontade de seu pai. De início, conseguiu convencer somente doze homens, os quais ele transformou em um pequeno exército treinado para levar as boas novas até os rincões mais escondidos de seu país, após haverem passado um bom tempo em sua companhia seguindo-o por onde quer que fosse e aprendendo dele tudo sobre o assunto. Estes homens iam e voltavam continuamente a ele, trazendo-lhe relatórios do progresso obtido. Contavam-lhe amiúde que haviam sido vítimas da descrença de seus concidadãos, colocados muitas vezes em prisões e até apedrejados pela turba ignara e desconfiada.

José Cassais

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