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18.1.13

Parábola de Dois Reinos - Capítulo 2

Entretanto, aquele homem sábio compreendia, e tal fato lhe pesava no coração, que a situação deplorável a que chegara o seu país devia-se primeiramente aos mesquinhos hábitos e práticas de seus compatriotas, os quais eram dados a toda sorte de vícios e artimanhas. Estavam sempre dispostos a ludibriarem uns aos outros, tendo sido, ao fim, derrotados e conduzidos à miséria por sua própria desonestidade.

Considerou então que não estaria de acordo com a suprema justiça, simplesmente, distribuir o seu tesouro entre aqueles homens mal-intencionados, os quais, certamente, não eram por si mesmo merecedores de tão grande dádiva. Por este motivo, concebeu um plano de acordo com o qual aqueles que recebessem certa quantidade de pedras preciosas suficiente para transformá-los em cidadãos abastados, teriam de demonstrar uma confiança absoluta no seu benfeitor, isto é, nele mesmo. Tal confiança seria, por assim dizer, a chave que lhes abriria a porta para uma vida nova, servindo como um atestado de que eles ainda se mostravam dispostos a crer em algo, na palavra de um único homem, como se estivessem prontos a admitir que a espécie humana ainda tinha esperança; que possuía, ainda, uma chance de ser redimida de sua descrença e malignidade.

O plano foi arquitetado da seguinte maneira:

Primeiramente, o sábio homem determinou certa quantidade de jóias que seriam ofertadas a cada um que se mostrasse digno, por sua aceitação das condições que seriam determinadas, de recebê-las. A quantidade era igual para todos e suficiente para tornar um homem miserável em um homem rico num abrir e fechar de olhos. Haviam somente duas condições que seriam apresentadas a cada um para qualificá-lo a receber aquela dádiva: primeiramente, qualquer um que desejasse ter sua parte na riqueza deveria vender tudo o que possuísse, desfazendo-se dos seus bens e entregando o montante do dinheiro recebido pela venda para o seu benfeitor. Tal exigência era absolutamente a mesma para todos. Tanto aqueles que possuíam apenas uma velha túnica e um par de sandálias rotas, quanto aqueles que eram proprietários de terras, casas, jumentos, campos... todos deveriam, igualmente, vender tudo e entregar o valor obtido.

Ninguém poderia reclamar de tal sistema pois, independente do que cada um tivesse de vender, o que receberia em troca seria muitíssimo superior ao que deveria entregar. Até mesmo os homens mais ricos daquele país participariam com lucro substancial na transação, tal era o valor da quantidade de jóias que havia sido destinada para cada um que aceitasse a troca - e nem mesmo os cidadãos mais abastados estavam impedidos de participarem.

Na verdade, tal sistema proporcionaria a todos os habitantes daquele país a oportunidade para viverem em uma sociedade igualitária e rica, tal como se todos tivessem nascido de novo para uma vida melhor em um mundo ideal. Quando, afinal, a totalidade dos moradores da terra tivesse entregado o valor de suas posses ao homem sábio todos estariam igualmente abastados e satisfeitos, cada um não possuindo mais do que o seu próximo, independentemente de quem eram ou do que possuíam anteriormente.


José Cassais

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